segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cinesofia #1 - Anticristo e O operário

Sejam bem-vindos a primeira edição do Cinesofia,aqui irei postar de comentários sobre filmes recentes e não tão recentes que acredito que possuem mensagens mais profundas que a leva atual de filmes pasteurizados de hollywood (leia aqui Crepúsculo) costumam trazer de conteúdo. é claro, cinema é entretenimento, mas porque não um entretenimento com conteúdo? Os filmes a serem analisados hoje são "Anticristo" do diretor dinamarquês Lars Von Trier e "O operário" de Brad Anderson.



"Anticristo", com certeza o filme mais polêmico do Festival de Cannes do ano passado, dividindo a crítica de maneira absurda. Violência explícita, trama difícil, ótimas atuações e diversas referências que não são explicadas, assim se pode resumir esse filme. Contando a estória de um casal de luto pela morte do filho e que tenta curar a depressão da esposa, a história mostra muitos furos sejam eles intencionais (creio eu) para que o espectador crie na sua mente o que leva os dois protagonistas ao resultado final. Com uma direção de fotografia linda, o filme possui cenas que certamente encantam pela beleza do que está sugerido como a famosa cena em que o protagonista "ele" encontra uma raposa se dilacerando e está olha pra ele e fala de maneira sinistra "o caos reina". A maior controversa que o filme definitivamente trouxe a tona foram as inúmeras cenas com genitais on-screen e sexo, muito sexo do início ao fim do filme, de maneira que realmente a mensagem (que acredito eu seja de que o sexo por prazer representaria o pecado e por isso haveria uma punição, no caso a morte do filho) é passada, mas de modo um tanto exagerado.






Já "O operário" não chegou a causar tanta polêmica, a não ser pelo visual do ator que faz o protagonista Trevor Reznik, Christian Bale, que está magro demais, tendo emagrecido mais de 30 quilos pra fazer o filme. Sim, nosso amigo Batman, diferente de péssimas atuações como em Exterminador do Futuro: Salvação, aqui aparece impecável no papel de um operário que sofre de insônia a mais de um ano e parece cada vez mais magro. O filme se mostra um suspense muito bem trabalho, embora possua alguns furos que permitem o espectador estar um passo a frente do personagem, contudo a atmosfera de paranóia e medo criadas pelo diretor são de tirar o chapéu. "O operário" é um daqueles filmes que simplesmente se mostram geniais na sua conclusão, assim como o recente "Sete Vidas" de Will Smith.

Bom pessoal, é isso por enquanto, até a próxima.

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